Weby shortcut 1a5a9004da81162f034eff2fc7a06c396dfddb022021fd13958735cc25a4882f
topo.jpg
Piano e flauta

37º Seminário do Nest: 29 de julho de 2016

Apresentação de palestras, por convidados docentes da Escola de Música e Artes Cênicas, enfocando o trabalho de músicos, numa perspectiva em que se combinam a história social-cultural e musicologia. 

 

Evento será dia 29 de julho, sexta-feira, às 14h, no miniauditório do Prédio Humanidades (prédio novo da FCS).

 

Palestras: 

Flautear: uma atividade muito além de “levar a vida na flauta”. A construção identitária do flautista brasileiro como trabalhador.
Dr. Luiz Carlos Furtado


O trabalho dos pianeiros na cena urbana brasileira

Dr. Robervaldo Linhares Rosa

 

Mais informações:

Flautear: uma atividade muito além de “levar a vida na flauta”. A construção identitária do flautista brasileiro como trabalhador


Diante da preocupação com as condições inerentes ao trabalho do flautista erudito profissional brasileiro, procurou-se saber quem é esse profissional, onde vive, atua, trabalha, como ele se vê e se identifica com a atividade. Para isso seria preciso conhecer e obter informações sobre a formação musical, o trabalho (atividades anteriores, atuais e projetos), as atividades cotidianas (locais, práticas e conhecimentos), as instituições voltadas à música e suas representatividades (significado, importância, participação e presença), em uma busca alicerçada, sobretudo, nas experiências desses músicos, em atividade ou não, famosos ou anônimos, na tentativa de identificar e construir percepções e imagens da atividade musical profissional na busca de respostas de uma representação individual e coletiva, como um sujeito inserido em seu mundo social. É claro que os resultados de questionamentos como estes poderiam nos levar a muitos lugares comuns. Sendo assim, por que dar continuidade a este projeto? Inicialmente, pelas preocupações já descritas. Em segundo lugar, pela pouca quantidade (ou quase inexistência) de pesquisas realizadas sobre seu trabalho. Por fim, pela necessidade de se conhecer melhor este profissional da música dentro do contexto social e histórico no Brasil. Tais fatos, reforçados pela inquietação que a expressão “levar a vida na flauta” desperta, sobretudo, diante da dedicação e do esforço despendidos para atingir os objetivos propostos para alcançar a profissionalização e se manter na atividade, foram preponderantes para voltar os olhos dessa investigação ao flautista profissional brasileiro

 

Como é bom poder tocar um instrumento: pianeiros na cena urbana brasileira

 Tomando a cidade do Rio de Janeiro como pano de fundo, este livro configura as cenas das primeiras incursões “pianeiras” no Brasil, com destaque para artistas como Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth, além de Aurélio Cavalcanti, que brilha na belle époque carioca. Abordando marchinhas e sambas amaxixados”, analisa a relevância do Carnaval para as práticas desses músicos, por meio da atuação de Sinhô, Augusto Vasseur, entre outros. Ampliando o recorte para São Paulo, comparecem Marcelo Tupinambá, Zequinha de Abreu, Giovanni d’Alice e Idálio de Mello.
Tratando da chegada das novas tecnologias e das reconfigurações observadas nas atividades musicais, abordam-se, inicialmente, as mudanças experimentadas pela profissão, com a análise do trabalho de Ary Barroso, Radamés Gnattali e Tia Amélia, e outros  bambas virtuoses do teclado, como Aloysio de Alencar Pinto, Carolina Cardoso de Menezes e Bené Nunes. Por fim, já na ambiência dos “inferninhos” de Copacabana, surgem os pianeiros anunciadores da bossa nova, Dick Farney, Johnny Alf e Tom Jobim.

Numa narrativa marcada por rara sensibilidade, o autor descortina biografias, encontros, desencontros, melodias, afetos, anseios, construídos e desconstruídos, sobretudo, nos anos finais dos oitocentos e princípios do século XX .

 

Fonte : Nest

Listar Todas Voltar