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Pesquisadora María Andrea Delfino, da Universidad del Litoral, Argentina

51º Seminário NEST: 16 de agosto de 2018

A professora e pesquisadora Dra. Andrea Delfino, da Universidad Nacional del Litoral, Argentina, realizará, em 16/08/2018, às 14:30h, na Sala de Defesas AS-03 do Prédio das Humanidades a palestra com o tema "Trabalho e temporalidade social: um olhar para dois grupos instalados na precariedade".
A professora e pesquisadora Doutora Andrea Delfino faz parte da Faculdade de Ciências Econômicas e do Instituto de Humanidades e Ciências Sociais da Universidad Nacional del Litoral, na Argentina. Sua área de pesquisa está vinculada à relação entre os mundos do trabalho, as questões de gênero e as temporalidades sociais.
A palestra é fruto do programa "Escala docente" da Associação de Universidades do Grupo Montevideo- AUGM. A professora está vinculada nesse período como visitante ao Nest (Núcleo de Estudos sobre o Trabalho), da UFG. 
As novas formas de organização da produção deram lugar a substantivas modificações nas formas de organização do tempo de trabalho, marcando tendências rumo a sua diversificação e sua heterogeneização. As mesmas introduzem verdadeiros desafios tanto no que diz respeito à grande redução nos avanços pelo controle do tempo de trabalho, como em seus efeitos sobre o excedente de força de trabalho. É nesse sentido que as novas maneiras de organizar o tempo e especialmente, o tempo de trabalho, constituem-se em uma das características distintivas do novo capitalismo. Ao mesmo tempo, é possível mostrar que a privação involuntária do trabalho tem profundas consequências sobre o tempo vivido das pessoas. O desemprego não só conduz a liberar tempo mas, fundamentalmente, dá lugar a uma desestabilização do tempo de referência.
Esta palestra se propõe a dar conta das experiências temporais vinculadas ao trabalho (e sua ausência) em um grupo de trabalhadores subcontratados e em um grupo de desocupados que contam com a assistência do Estado. No primeiro grupo, é possível observar que são as relações sociais de subcontratação as que determinam o conjunto das relações de trabalho e, desde o ponto de vista temporal, isto se manifesta através da disponibilidade temporal e da intensificação dos ritmos de trabalho. Já no grupo dos desocupados, a temporalidade caracteriza-se pela existência de múltiplas, simultâneas e/ou fragmentadas jornadas, de modo que o cotidiano adota a forma de uma fragmentação temporal.

Fonte : Coordenação

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